terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Parte 8 - Tour Nordeste 2014 - Parque Nacional de Boa Nova /BA


07/10/2014 (terça-feira) - Boa Nova/BA

Boa Nova foi um dos lugares que mais gostei. Levantamos cedo com o destino já traçado. Iríamos conhecer o PARNA Boa Nova.

O Parque Nacional de Boa Nova tem 12.065 hectares e foi criado em junho de 2010 juntamente com um Refúgio de Vida Silvestre de 15.024 hectares, objetivando proteger uma importante área na transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica. Por ser jovem, ainda carece de estrutura. Nele, podemos ir da caatinga mais seca à floresta mais úmida, passando pela mata de cipó, num percurso de apenas 15 km.

A floresta de altitude que fica entre estes dois importantes biomas é chamada localmente mata de cipó e nela vive uma ave rara e endêmica: o Gravatazeiro (Rhopornis ardesiacus).

A cidade de Boa Nova é pequena, limpa, bonita e aconchegante com um agradável clima de altitude. As opções de acomodação são simples. Apesar disso, nos últimos tempos, vem se consagrando como um importante destino do turismo de observação de aves.

Em Boa Nova um lugar extraordinário para visitar é o Lajedo dos Beija-Flores.


Lajedo dos Beija-Flores
Coroa-de-frade ou cabeça-de-frade (Melocactus Zehntneri)

Fomos a um local que não recordo o nome, mas foi onde mais rapidamente vi e fotografei um monte de espécies novas, inclusive outros bichinhos com asa.

Two-barred Flasher (Astraptes fulgerator)
Começamos com um casal de Acrobatas (Acrobatornis fonsecai), logo em seguida o Anambezinho (Iodopleura pipra) desviou nossa atenção dos primeiros e deu um show para a gente. Pouco depois "o bruxo" Ciro Albano nos trouxe um Rabo-amarelo (Thripophaga macroura), esse difícil de fotografar, pois era muito inquieto e um provável casal de João-baiano (Synallaxis whitneyi), mais difícil ainda. A foto do João-baiano serviu só como registro da espécie no Wikiaves. Vou editar esse pedaço, pois achei uma foto até bonitinha do João-baiano, bichinho **Ameaçado de extinção**.

João-baiano (Synallaxis whitneyi)

Acrobata (Acrobatornis fonsecai)
Anambezinho (Iodopleura pipra)
Rabo-amarelo (Thripophaga macroura)
O encanto completo veio com os pequeninos Pica-pau-anão-pintado (Picumnus pygmaeus), Marianinha-amarela (Capsiempis flaveola), Papa-moscas-estrela (Hemitriccus furcatus) e Olho-falso (Hemitriccus diops).

Pica-pau-anão-pintado (Picumnus pygmaeus)
Olho-falso (Hemitriccus diops)
Papa-moscas-estrela (Hemitriccus furcatus)
Marianinha-amarela (Capsiempis flaveola)
Embora muito rapidamente o Arapaçu-de-bico-torto (Campylorhamphus falcularius) se prontificou a posar e nos deixar fotografá-lo. Mais um lifer.

Arapaçu-de-bico-torto (Campylorhamphus falcularius)
Alguns, mesmo não sendo lifer, foi de encher os olhos de tanta formosura, como o Beija-flor-de-peito-azul (Amazilia láctea), o diminuto Caburé-miudinho (Glaucidium minutissimum) e o Tangarazinho (Ilicura militaris), esse eu só tinha a fêmea e pude me esbaldar com a performance do machinho. Até um Urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus) estufou o peito e nos deu uma encarada, tipo, " e eu aqui, moçada?" Fiz questão de fotografá-lo.

Beija-flor-de-peito-azul (Amazilia láctea)
Caburé-miudinho (Glaucidium minutissimum)
Urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus)
Tangarazinho (Ilicura militaris)
Mas o melhor ainda estava por vir. A gente foi para o famoso lajedo dos beija-flores, que é um jardim divino. Nunca vi um lugar natural tão diferente e prazeroso. Faltou uns banquinhos e um garçom servindo uma geladinha...mas quer mais o que, né? ha ha ha...

E a caminho do lajedo, passamos para ver o não menos belo e encantador Gravatazeiro (Rhopornis ardesiacus), ave ameaçada de extinção.
O Gravatazeiro é endêmico do Brasil, ocorrendo numa área restrita de transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga, sendo esta conhecida em alguns locais como Mata-de-Cipó (devido ao excesso de lianas em seu interior).

Gravatazeiro (Rhopornis ardesiacus)
Gravatazeiro (Rhopornis ardesiacus)

Gravatazeiro (Rhopornis ardesiacus)

E quando chegamos ao lajedo, a espera foi angustiante, mas eis que que uma luzinha vermelha e amarela apareceu e não parou mais de acender - Um momento esfuziante... Olha só a alegria das "crianças"...
Claudia, Fernando, Rosemarí e eu - foto by Ciro Albano
Que momento glorioso! Esse eu diria, foi a cerejinha do bolo...com vocês nossa estrelinha de Boa Nova, Mr. Beija-flor-vermelho (Chrysolampis mosquitus) ...(que rufem os tambores) ...

Beija-flor-vermelho (Chrysolampis mosquitus)
Beija-flor-vermelho (Chrysolampis mosquitus)
Beija-flor-vermelho (Chrysolampis mosquitus)
Beija-flor-vermelho (Chrysolampis mosquitus)
Havia mais espécies de beija-flores como o Besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon lucidus) e o Beija-flor-de-peito-azul (Amazilia láctea). Tão encantadores quanto o C. mosquitus.

Besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon lucidus)
Beija-flor-de-peito-azul (Amazilia láctea)


E para finalizar um por do sol de tirar o fôlego. Só dava para pensar em sentar no chão, respirar fundo e ficar sentindo suas energias invadirem seu corpo e sua alma. Com a lua cheia aparecendo e o sol indo embora, o céu tingiu-se de azul e rosa, sensação que só dá para explicar estando lá ao vivo.

A lua chegando...o sol indo embora...
 
... a lua se instalando e trazendo a noite com ela...



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Texto e a maioria das fotos: Silvia Faustino Linhares 

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